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Zonas de Intervenção

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O verde da serra, o azul dos inúmeros rios e ribeiras que percorrem os vales, esconde uma bela paisagem onde a natureza se encontra ainda no seu estado mais puro…

Território de paisagem variada, marcada pela proximidade da Serra da Estrela e situada entre os rios Vouga, Dão e Mondego e por manchas florestais onde predomina o pinheiro bravo, o carvalho e o castanheiro que enquadram vinhas, pomares e hortas, caracterizam a zona de intervenção da ADD…

A par destes factores naturais, a ZI apresenta boas acessibilidades, quer em relação aos itinerários principais, IP3 e A25, sendo atravessada por esta última, quer na proximidade geográfica com Espanha e o litoral. É igualmente atravessada pela linha ferroviária da Beira Alta, nos concelhos Mangualde e Nelas.

Os concelhos posicionados a norte, Aguiar da Beira, Sátão e Penalva do Castelo, caracterizam-se por terem um relevo mais acentuado, encontrando-se o ponto mais alto no concelho de Aguiar da Beira, com 923 metros. Apresentam grandes declives rochosos graníticos, descendo progressivamente para sul, até ao limite dos 500/300 metros, nos concelhos de Mangualde e Nelas, onde se encontram declives mais suaves, com superfícies mais aplanadas de cotas mais baixas, pois inserem-se numa zona de planalto. Independentemente deste facto, junto dos rios Dão e Mondego, encontram-se encostas muito declivosas.

Estes concelhos têm, na sua quase globalidade, um relevo bastante acidentado, apresentando em consequência disso, numerosos cursos de água, dos quais se destacam os rios: Dão, Mondego, Távora, Vouga. Para além destes rios principais, existe um numeroso conjunto de afluentes, de primordial importância, Ludares, Côja, Carapito, Santar, Sátão, entre outros. Os caudais destes rios e seus afluentes não são constantes durante todo o ano, atingindo os seus valores mínimos na época do verão e com variações anuais cada vez mais acentuadas, resultantes das alterações climáticas sentidas nos últimos anos.

O clima que aqui se encontra é o resultado da junção da influência sub-atlântica com o mediterrâneo-atlântico, o que se traduz em dois períodos muito distintos, ou seja, o verão, que se caracteriza por ser seco, com temperaturas elevadas e um inverno com muita pluviosidade, temperaturas baixas e com grande grau de humidade.

No semestre de Novembro a Abril, as temperaturas podem ser negativas com frequente formação de geadas. As grandes amplitudes térmicas anuais caracterizam a agricultura realizada neste território. Assim, as variabilidades climáticas pontuadas, por geadas tardias ou chuvas muito abundantes, apresentam-se como factores limitativos e mesmo de crise para os agricultores, sendo raro o ano em que não tenha que ser activado o seguro de colheitas.

Estes elementos naturais condicionaram sempre, a geografia humana, uma vez que, a intervenção do homem, desde os primórdios da história, foi marcada e moldada por estes acidentes geográficos. Pois, se por um lado, a montanha foi aproveitada como ponto de defesa e de morada, por outro lado, foi nos prados que construíram os caminhos de passagem para outros destinos, permitindo trocas comerciais e intercâmbio de culturas.

Esta riqueza natural, que desenhou a história e o carácter destas gentes, perpetua ainda hoje um grande potencial para as actividades agrícolas, nomeadamente para a produção de produtos endógenos de qualidade, e igualmente para actividades turísticas e de lazer, tais como, a caça, pesca e desportos radicais, aproveitando todo o potencial que esta natureza oferece.

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